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Desde: 07/08/2009      Publicadas: 239      Atualização: 21/05/2010

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 Mundo

  16/08/2009
  2 comentário(s)


Hamas anuncia volta da ordem a Gaza; grupo pró-Al Qaeda jura vingança por mortes

Hamas anuncia volta da ordem a Gaza; grupo pró-Al Qaeda jura vingança por mortesO grupo radical islâmico Hamas informou neste domingo que restaurou a lei e a ordem na faixa de Gaza após um fim de semana de confrontos sangrentos com um grupo inspirado na rede terrorista Al Qaeda que proclamou um "emirado islâmico" no território palestino. Mas outro grupo ameaçou explodir ministérios, prédios e mesquitas do Hamas como vingança pelos confrontos com a organização Khund Ansar Allah (Guerreiros de Deus).

Pelo menos 24 pessoas morreram em confrontos no sul da cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, incluindo o líder do grupo, Abdel Latif Moussa, que provocou o Hamas ao declarar na oração de sexta-feira (dia sagrado muçulmano) um estado islâmico em Gaza, com aplicação mais estrita da leis islâmica (sharia).

O confronto foi o maior desafio à autoridade do Hamas desde que o grupo assumiu à força o controle da faixa de Gaza em 2007 e ajudou os governantes de fato do território em seu objetivo de distanciar a própria imagem dos grupos ainda mais radicais que pretendem inserir o confronto contra Israel em uma guerra santa contra o mundo ocidental.

Neste domingo, Ihab al Ghussien, porta-voz do Hamas, disse que o grupo iria "permitir o regresso do caos da segurança em Gaza." As autoridades de Gaza prenderam cerca de cem pessoas durante os confrontos e continuam sua busca de outros membros do Khund Ansar Allah.

A repressão é apresentada pelo Hamas como a solidificação de seu poder em Gaza, mas um grupo previamente desconhecido denominado Syuf al Haq al Islamiye (As Espadas da Justiça Islâmica) saiu em defesa de seus companheiros jihadistas e afirmou que o conflito "não terminou".

"Dissemos a nossa gente que foi testemunha deste crime que isto não terminou e a guerra está a caminho", afirma a mensagem escrita em seu site. O grupo pede aos seguidores para se manterem "afastados das mesquitas onde vão os infiéis de Ismail Haniyeh (chefe do governo do Hamas em Gaza), ministros e deputados desse Executivo que legisla contra a vontade de Alá".

Os jihadistas pedem também aos habitantes de Gaza que evitem a área do Parlamento e os tribunais militares porque estão entre os alvos de sua anunciada vingança.

Rafah foi mantida como uma zona militar fechada neste domingo, e os jornalistas foram mantidos afastados enquanto seguranças do vasculhavam veículos e a área em torno da zona onde aconteceram os combates.

Pelo menos 150 pessoas ficaram feridas nos combates, que começaram na sexta-feira à tarde, após o inflamado sermão de Moussa, e continuaram durante toda a noite em dois intensos tiroteios na mesquita e na casa do líder radical

Os combates se encerraram na manhã deste sábado, depois que uma explosão na casa de Moussa matou o líder e outros seguidores enquanto o Hamas tentando convencê-lo a se render. O líder islâmico foi enterrado no sábado à noite, mas o Hamas mantém fechado a acesso à casa dele. Grupos de direitos humanos de Gaza avaliam que o número conhecido de mortes deve aumentar assim que as equipes médicas puderem chegar aos escombros da casa de Moussa.

Neste domingo, duas organizações de direitos humanos com sede na capital da faixa de Gaza, Al Damir e o Centro Palestino pelos Direitos Humanos, pediram que o episódio seja investigado.

As duas ONGs criticaram firmemente o grupo jihadista, mas mostraram espanto por o Hamas ter recorrido a milicianos em vez de ter usado suas forças de segurança para restaurar a ordem.

Radicais

O Khund Ansar Allah e uma série de outros grupos pequenos e clandestinos tentam impor uma versão mais rigorosa da lei islâmica em Gaza e criticam o Hamas por não fazê-lo. Eles também se enfureceram com o Hamas por respeitar um cessar-fogo com Israel durante os últimos sete meses.

O Hamas, que vencera a eleição parlamentar de 2006, tomou o controle de Gaza em 2007, em meio a conflitos com o grupo palestino laico Fatah, do presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, que desde então controla apenas a Cisjordânia.

Os líderes do Hamas têm dito que pretendem dar o exemplo e não impor as suas opiniões sobre os outros. Dizem também que sua luta violenta é contra Israel, e não contra o mundo ocidental. Os apelos dos grupos mais radicais por uma guerra santa global minam as tentativas do Hamas de parecer mais moderado aos olhos ocidentais --mas podem servir a esse propósito caso os grupos sejam reprimidos com eficiência.

O Khund Ansar Allah chamou a atenção pública em junho após ter reivindicado a responsabilidade por uma tentativa fracassada de atacar Israel a partir de Gaza.

O grupo alega inspirar-se na Al Qaeda, mas nenhum vínculo foi confirmado com a rede liderada pelo saudita Osama bin Laden.

Em julho, três extremistas muçulmanos do grupo refugiaram-se em um edifício no sul de Gaza, entregando-se ao à polícia do Hamas só após um longo confronto.

Não há dados precisos sobre o número de membros do Khund Ansar Allah e dos outros grupos extremistas semelhantes em Gaza.

Com Associated Press, Efe e Reuters
  Web site: www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u610459.shtml  Autor:    (São Black da Direita Golpista)


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