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Tropa News
Desde: 07/08/2009      Publicadas: 239      Atualização: 21/05/2010

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 Blogs e Colunas

  20/08/2009
  0 comentário(s)


Mercadante: "Minha disposição é de sair da liderança"

Desautorizado pela direção do PT e sob críticas de Lula, Aloizio Mercadante é, hoje, um líder em litígio com a cadeira.



Em menos de 48 horas, pôs o cargo "à disposição" da bancada duas vezes. Acena com a hipótese de tomar uma decisão nesta quinta (20).



Na noite passada, falava como um quase-ex-líder. Em entrevista ao blog, Mercadante declarou:



"A minha disposição é de sair da liderança. Pra mim, o posto de líder tornou-se um sacrifício político e pessoal muito grande".



Abaixo, a entrevista:

Mercadante: - Por que se recusou a ler a nota do PT no Conselho de Ética?

Queriam que eu lesse a nota. Poderia ter lido. Mas a nota está assinada pelo [Ricardo] Berzoini [presidente do PT] e não expressa a minha posição.

- Qual é a sua posição?

Minha posição é a da maioria da bancada do PT. Éramos contra o arquivamento de todas as ações em bloco. Defendíamos a apuração dos casos que dizem respeito ao Senado, como os atos secretos.

- Essa fórmula é endossada por quantos senadores?

Na reunião da bancada [realizada nesta quarta (20)], seis senadores sustentaram essa posição. Antes, havia também a Marina, que deixou o partido, e o Flávio Arns, que sinalizou a saída.

- Por que não renunciou à liderança?

Eu expus à bancada a minha avaliação política de que deveria deixar a liderança. A posição da bancada foi desconsiderada no final. O partido tinha apoiado o nosso encaminhamento. Depois, houve essa mudança importante.

- Por que permanece líder?

Eu disse à bancada: não quero mais ficar na liderança, não me sinto em condições. Os sete senadores presentes me pediram: Não faça isso, especialmente nesse momento de crise da bancada.

- Cedeu aos apelos?

Eu disse: meu cargo continua à disposição. Ficou em aberto. A minha disposição é de sair da liderança. Pra mim, o posto de líder tornou-se um sacrifício político e pessoal muito grande. O líder tem que pagar um preço pela situação criada. Sou responsável pela indicação dos membros do Conselho de Ética.

- Sente-se desautorizado?

Houve uma decisão partidária que se sobrepôs à bancada.

- É normal?

A bancada é uma instância partidária. Estatutariamente, ela é subordinada à direção partidária. E a direção tomou uma decisão diferente da nossa.

- Em nome da "governabilidade", o governo interveio. Havia alternativa?

Acho que havia um risco grande para o governo, que tem maioria precária no Senado. Haveria abalos à base de sustentação. Mas havia uma saída, que lutei para construir. Durante um período, tive apoio de muitas lideranças da base do governo e do partido.

- Lula errou ao sair em socorro de Sarney?

Não falo do presidente. Digo que o governo tem uma coligação de 11 partidos. Precisa de estabilidade, que vem com os votos no parlamento. A correlação de forças é muito difícil. Mas a bancada do PT é uma instância do partido e precisa ser respeitada. Nem sempre a posição do governo tem que ser a posição da bancada. Nesse episódio não foi.

- Flávio Arns disse que o PT jogou a ética no lixo. Concorda?

Não concordo com essas expressões. Elas simplificam o problema. Estão motivadas por uma decisão política do Flávio Arns de sair do partido. Decisão que já estava sendo construída antes desse episódio. Do mesmo modo que a Marina [Silva] saiu hoje, mas a decisão não está vinculada a esse episódio.

- A oposição diz que o PT salvou Sarney. O que acha?

A oposição mudou de atitude ao longo da crise. Fez uma inflexão no comportamento. Alguns senadores sequer foram votar. Fizeram um entendimento em relação a encaminhamentos.

- Houve um acordo?

Lógico que houve um entendimento entre a oposição e o PMDB. As decisões do Conselho de Ética são resultado desse entendimento. Não conheço os termos. Não participei.

- Mas, efetivamente, os três votos do PT salvaram Sarney, não?

A oposição tenta fazer desse episódio uma luta político-eleitoral, para desgastar o governo.

- Está funcionando, não?

Há dificuldades. O DEM é parceiro do PMDB em toda a gestão do Senado. Nos últimos 14 anos, eles sempre estiveram ou na presidência ou na primeira-secretaria. A administração da Casa sempre esteve sob a responsabilidade do DEM e do PMDB. Além disso, o DEM elegeu o Sarney. Quem se opôs ao Sarney fomos nós e o PSDB.

- Faz uma distinção entre DEM e PSDB?

A oposição está dividida nesse processo, sempre esteve. A base do governo também está dividida. É preciso distinguir o PSDB do DEM em todo o processo.

- Qual é a diferença?

A diferença é que os tucanos não votaram no Sarney e nunca tiveram uma responsabilidade direta na administração do Senado.

- Mas o PSDB não fez também uma inflexão no discurso?

Sim. Aconteceu. Eles ficaram muito expostos e fragilizados.

- Que futuro antevê para o Senado?

Vejo um cenário de muitas dificuldades. A crise não será superada com esse encaminhamento. Por isso defendíamos que houvesse investigação daquilo que diz respeito ao Senado. Identificaríamos responsabilidades e construiríamos caminhos.

- Para Sarney, o Senado retomará a normalidade. Concorda?

Não. Arquivar todos os processos e imaginar que a crise passou é um grande equívoco. O tempo vai mostrar. Para resolver a crise precisava investigar, identificar responsabilidades, cortar despesas e reformar. A normalidade só vai voltar quando o Senado restabelecer as suas relações com o sentimento do povo brasileiro. Com essa decisão, a relação não está reconstituída.

- Receia que a crise do Senado lhe imponha custos eleitorais?

A crise impõe custos a todos os senadores. Mais para aqueles que defendem a saída que prevaleceu. Mas, como disse, a crise não acabou. É um processo em curso. Muita coisa vai acontecer.

- Mantendo-se na liderança do PT, o custo não aumenta?

Politicamente e do ponto de vista pessoal, o melhor caminho é me afastar da liderança. E essa não é uma hipótese descartada.

Escrito por Josias de Souza às 03h09
  Web site: josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/  Autor:   São Black da Direita Golpista


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